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Cultura Maker na Educação

Email Facebook LinkedIn Print Twitter 12 de Fevereiro de 2020

Mais do que aulas teóricas em sala; mais do que ferramentas digitais para facilitar os estudos e muito mais do que praticar a criatividade durante a resolução de problemas, a Cultura Maker vem com a proposta de que qualquer pessoa pode construir, consertar e criar seus próprios objetos.

A propósito, você sabe o que é Cultura Maker?

A Revolução Tecnológica, vivida nos últimos anos, traz a necessidade de nos adaptarmos a um mundo totalmente novo e, cada vez mais, estamos desenvolvendo nossas próprias soluções. De maneira prática e com baixo custo, as atividades do cotidiano estão contando com influências da inovação, sustentabilidade e do compartilhamento de ideias.

Para que você esteja por dentro dessa novidade, falaremos, neste texto, todos os detalhes dessa cultura que está ganhando espaço em nosso dia a dia. Aqui, você terá acesso aos seguintes tópicos:

  • Como a Cultura Maker surgiu?
  • Como a Cultura Maker está sendo implementada na sociedade?
  • Por que a Cultura Maker é importante para as escolas?

A história da Cultura Maker

O movimento se inicia após a Segunda Guerra Mundial, um momento da história em que problemas econômicos e sociais faziam com que as fábricas produzissem uma quantidade reduzida de materiais, gerando, na população dos Estados Unidos, a necessidade de colocar a mão na massa, surgindo, assim, a filosofia “Do it yourself”.

Bastante difundida ao final dos anos 1960, o movimento do “Faça você mesmo” teve uma grande aliada: a tecnologia!

Por meio da fácil acessibilidade aos recursos tecnológicos e ancorada na revolução digital, a Cultura Maker ganhou forma, trazendo um grande número de pessoas que apoiam essa ideologia.

E foi no início do século XXI, junto ao surgimento das primeiras impressoras 3D, que o movimento se tornou um estilo de vida, pautado nos seguintes princípios:

  • Criatividade: ao produzir suas próprias soluções;
  • Sustentabilidade: ao diminuir o consumo;
  • Colaboração: reaproveitando ideias desenvolvidas por outras pessoas;
  • Democratização da informação: com o compartilhamento do que é criado;
  • Empoderamento tecnológico: através da utilização da tecnologia.

Atualmente, diversos locais contam com espaços especiais que estimulam as pessoas a criarem seus próprios objetos, chamados “Makerspaces”. E é a partir daí que a Cultura Maker vem sendo, progressivamente, implementada na sociedade.

A Cultura Maker como parte da sociedade

Há quem diga que a Cultura Maker é a Nova Revolução Industrial, pois foi a partir dela que as pessoas assumiram o poder de produzir, que antes estava nas mãos das indústrias.

A democratização do conhecimento, alcançada com os meios digitais, e a redução de custos dos equipamentos facilitaram a produção e comercialização de produtos, aumentando a competitividade de mercado com diversas soluções criativas.

Assim, o empreendedorismo também ganhou força e a comunicação das empresas com os “makers” fez com que mais recursos fossem disponibilizados para satisfazer as necessidades dos consumidores. Além disso, a importância de produzir suas próprias ideias fez com que mais companhias — e até pessoas — investissem em ambientes personalizados para a criação, como as escolas, por exemplo.

Essa proposta “mão na massa” estimula o aprendizado e amplia as possibilidades de praticar o conhecimento, experimentando a inovação e testando as capacidades de cada um.

O que caracteriza a Cultura Maker é o espaço físico, onde são disponibilizados desde furadeiras, serrotes, martelos e parafusos até impressoras 3D, cortadoras a laser e equipamentos eletrônicos. Mas o mais importante dessa estrutura são os “makers”, ou seja, os criadores de objetos.

A importância da Cultura Maker dentro das escolas

Um novo modelo de ensino surge, tornando o ambiente escolar mais interativo e motivador. O engajamento dos alunos no processo ensino-aprendizagem faz com que a experimentação e a exploração dos conteúdos sejam trabalhadas através de ferramentas manuais, digitais e eletrônicas. O professor deixa de ser a figura autoritária e se transforma no tutor que estimula a busca pelo conhecimento.

O currículo escolar é reestruturado e direciona o ensino à inovação, sabendo que o estudante de hoje já nasceu inserido em uma cultura tecnológica. Considerando isso, a escola é repensada como um local de formação para a vida, desenvolvendo a capacidade de saber o que fazer com o conteúdo. É assim que o aluno protagoniza sua aprendizagem, pois ele participa e vive a experiência de criar, dando sentido ao conhecimento.

Da educação infantil ao ensino médio, a Cultura Maker engloba qualquer matéria, com suas devidas adaptações, oportunizando a interdisciplinaridade. Sendo assim, ela não está ligada somente à tecnologia, mas, sim, interage com as metodologias ativas de ensino, despertando o senso crítico no aluno enquanto o professor induz à reflexão. 

Agora que você já conhece esse novo modelo de ensino, compartilhe com seus amigos e explore os conteúdos do nosso site!