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Introdução alimentar: a nova fase do bebê

Email Facebook LinkedIn Print Twitter 16 de Agosto de 2021

A introdução alimentar é uma das principais fases de desenvolvimento do bebê. É nessa etapa que ele começa a desenvolver o paladar e inicia seus próprios hábitos alimentares. Portanto, é indispensável ter um grande cuidado com a escolha e oferta dos alimentos.

É recomendado que os bebês tenham aleitamento materno exclusivo até o início da introdução alimentar, que deve acontecer a partir dos 6 meses de vida. Durante a amamentação exclusiva, não há a necessidade de oferecer nem mesmo água aos bebês, já que o leite materno possui tudo aquilo que o bebê precisa.

De acordo com a OMS (organização Mundial da Saúde) e o Ministério da Saúde, recomenda-se que o aleitamento materno seja conservado durante a introdução alimentar e, caso seja possível, que seja prolongado até os dois anos de idade.

O ideal é que a introdução aconteça de forma gradual e natural, sem “forçar a barra” ou tornar o fato de se alimentar uma tortura para o bebê e para a mãe. Se a criança é forçada a comer de forma contínua ela vai perdendo gradativamente sua percepção de saciedade, levando a um risco aumentado para desenvolvimento de excesso de peso e obesidade nos anos seguintes.

Procure oferecer os alimentos de maneira regular, mas sem rigidez de horários, em intervalos de duas a três horas entre as refeições, para que a criança sinta vontade de se alimentar. No início, alguns alimentos podem ser rejeitados, porque tudo é novidade (a colher, o sabor e a consistência do alimento). Algumas crianças se adaptam facilmente enquanto outras precisam de mais tempo. Nos primeiros dias, a mãe pode amamentar ao perceber que a criança ainda está com fome, caso não aceite bem os alimentos novos.

O melhor é iniciar com as frutas amassadas e, na medida que a criança for aceitando, oferecer as frutas em pedaços e inteiros. Ao completar sete meses, a criança deverá receber duas papas de frutas (manhã e tarde) e duas papas salgadas (almoço e jantar). Dos 12 até os 24 meses, a criança deve continuar sendo amamentada e receber três refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches (fruta, cereal ou pão). Nessa fase, ela já pode receber a alimentação básica da família exceto os alimentos industrializados, gordurosos e com excesso de sal. A água, filtrada ou fervida, deve ser introduzida nos intervalos das refeições.

Não exagere nas quantidades de alimentos ofertadas. Lembre-se de que o bebê tem o estômago proporcional ao seu tamanho e idade. Comece oferecendo pequenas porções, sem criar tantas expectativas caso uma parte dos mesmos seja descartada.

Os alimentos devem ser preparados especialmente para a criança, bem cozidos, com pouca água até ficarem macios, e deverão ser amassados com o garfo. As carnes devem ser desfiadas e separadas em porções no prato para que a criança possa reconhecê-las. O liquidificador e a peneira não devem ser usados.

No preparo da papa salgada devem ser usados temperos frescos como cebola, alho, salsa, cebolinha e pouco sal. No caso de preparar os alimentos ensopados e refogados, os óleos vegetais podem ser utilizados. Não devem ser usados temperos e alimentos industrializados, apimentados, muito gordurosos, como bacon e os embutidos (linguiças, salsicha e presunto). Também não devem ser adicionados açúcar, mel, farinhas ou geleias nas frutas, e nem oferecidos balas, gelatinas, chocolates, refrigerantes, biscoitos salgados ou recheados. 
Uma alimentação variada é uma alimentação colorida, a cada dia um novo alimento de cada grupo deverá ser escolhido para compor a papa. 

Lembre-se do mais importante: Por mais que a criança se negue a comer, tente manter a neutralidade emocional para não transmitir nervosismo.

Procure manter a calma e siga persistindo na introdução alimentar. Caso a criança se negue definitivamente a comer, retire a refeição, não ofereça nada em troca (guloseimas ou outros alimentos que ele goste) e ofereça novamente na próxima refeição o prato que foi rejeitado.

Algo muito importante a ser destacado é que o momento da refeição não deve ser apenas mastigar e engolir alimentos, mas também um momento de prazer. Então, crie um ambiente e um clima agradável durante esse período, fazendo com que o bebê se sinta confortável e aproveite este tempo da melhor forma.

Caso tenha dúvidas ou dificuldades, procure ajuda profissional de um nutricionista, tenho certeza que fará a diferença nesta fase tão especial.

 

Camila Fischer - Nutrição, Saúde & Bem Estar
@camilafischer.nutri.estetica