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[Sou Sagrado] Uma carta de agradecimento

Email Facebook LinkedIn Print Twitter 10 de Março de 2020

Muitas histórias já passaram pela Sagrado - Rede de Educação. Entre todas as 28 Unidades Educacionais que fazem parte da nossa Rede, temos alunos, ex-alunos, professores, Irmãs e, inclusive, pais que compartilham momentos inesquecíveis conosco.

A Dra. Monique é um exemplo disso. Aluna do Colégio Sagrado Coração de Jesus - Marília/SP, entre os anos 1978 e 1987, é uma de nossas egressas que guarda, até hoje, boas lembranças da época de estudante. E, para todos nós — tanto da Sagrado - Rede de Educação quanto do Colégio Sagrado Coração de Jesus - Marília/SP — nada melhor do que receber ótimas notícias de ex-alunos; como a carta que ela nos deixou.

Por isso, abaixo, deixamos o depoimento dela, para que você possa conhecer um pouquinho da nossa história juntos. Boa leitura!


“Esta é uma carta de agradecimento. Meu nome é Monique Nakayama Ohe, tenho 45 anos e fui aluna desta instituição entre os anos 1978 e 1987, estudando do Pré-I à 8ª série. Lembro-me, com muito carinho, de algumas professoras e Irmãs daquela época. Irmã Celindia, diretora; Irmã Bruna, da portaria e lanchonete; Irmã Rosinha, da biblioteca; Irmã Dilmira, da secretaria… E professoras muito queridas, como a Tia Sílvia, do Pré-I; professora Marinês, de português, e a professora Regina, de história. 

Anos essenciais para a construção do que sou hoje. Iniciei, aqui, os rudimentos da alfabetização, prossegui pelo ensino fundamental e, ao sair, havia adquirido muito mais do que conhecimento. Aprendi valores, construí amizades, cresci na moral e fé cristãs. Iniciei, enfim, uma história. A minha história. 

Ainda durante o primário, fui agraciada com uma bolsa escolar pelo bom desempenho. Esta bolsa integral foi mantida durante toda a minha permanência na instituição. Representou muito. Hoje, que sou mãe, consigo compreender o quanto este fato ajudou a minha família, principalmente no contexto em que se encontrava.

Depois, mudei-me, junto com toda a família, para São Paulo, onde resido até hoje. Aos 17 anos, ingressava na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a qual me formei em Medicina, no ano de 1996. Após isso, fiz Residência Médica em Endocrinologia e Metabologia, na Escola Paulista de Medicina - UNIFESP, seguida do mestrado e do doutorado, na mesma instituição — em que, atualmente, também realizo um Pós-Doc. Estes certificados documentam, não somente a alegria em todas estas etapas, mas, também, a lembrança que tinha deste colégio a cada conquista que realizava.

Quis escrever e trazer pessoalmente esta carta para o “Sagrado” — nome pelo qual carinhosamente chamávamos o colégio — acompanhada dos meus filhos e marido. Precisava, de alguma forma, expressar minha profunda gratidão. Queria que o “Instituto de Educação Sagrado Coração de Jesus” soubesse que, ao investir nos estudos de uma criança na década de 80, plantou uma semente que sobrevive e continua a dar frutos, ao construir uma carreira sólida como médica e pesquisadora.

Antes de encerrar esta carta, falo de duas pessoas muito presentes na minha memória. A tão querida Tia Sílvia, quem me ensinou a ler e escrever no Pré. Consigo me lembrar muito bem da sensação libertadora de saber ler. Quanta alegria! Muito obrigada, Tia Sílvia!

Devo muito também à Irmã Rosinha, da biblioteca, lugar que visitava quase que diariamente. Talvez, em função da minha timidez ou por uma dificuldade de sociabilidade na minha infância, sempre achei a biblioteca um lugar interessante. E Irmã Rosinha sabia muito bem indicar uma leitura que me agradasse. Cresci assim, lendo livros sugeridos por ela. Quando comentei sobre a minha ansiedade diante das provas, ela me ensinou uma pequena prece, a ser feita logo no início, pedindo iluminação do Espírito Santo. Pois, assim, fiz, em todas as provas da minha vida: do colégio ao vestibular, da residência à prova de título. Do jeitinho que a Irmã Rosinha me ensinou. E passei em tudo. Hoje, ensino a mesma prece aos meus filhos. Obrigada, Irmã Rosinha!

Seriam muitas outras histórias a serem contadas, muitos agradecimentos a serem feitos, que ficarão na minha memória, no coração e nas minhas preces de gratidão a toda esta comunidade.

Obrigada!

Monique Nakayama Ohe
São Paulo, Fevereiro de 2020.”